Postado em 16 de Dezembro de 2021 às 10h32

Estudo associa Felicidade Interna Bruta a engajamento nas empresas brasileiras

Artigos (106)
P&P Consultoria - Desenvolvimento Humano e Organizacional Métrica desenvolvida para avaliar população do Butão, com apoio da ONU, recebeu validação e adaptação nacionais. Com base em...

Métrica desenvolvida para avaliar população do Butão, com apoio da ONU, recebeu validação e adaptação nacionais.

Com base em pesquisas mundiais que apontam para uma relação positiva entre produtividade no trabalho, engajamento corporativo e felicidade, pesquisadora da Universidade Católica de Brasília (UCB) adaptou ferramentas internacionais para relacionar felicidade do colaborador e engajamento nas empresas brasileiras.

Durante seu mestrado, Carla Furtado validou cientificamente e adequou, para a realidade do Brasil, a escala de Felicidade Interna Bruta (FIB), criada no Butão para avaliar a população daquele país, em 1972, com apoio da ONU. Índice é divulgado junto ao Produto Interno Bruto (PIB) butanês desde então e verifica o acesso de uma população a condições que facilitem a experiência de felicidade e não a felicidade propriamente dita.

A verificação proposta pela escala inclui a experiência extra corporativa do trabalhador em nove domínios: Bem-Estar Psicológico, Saúde, Uso do Tempo, Vitalidade Comunitária, Educação, Cultura, Meio Ambiente, Governança e Padrão de Vida. No Brasil, a escala recebeu o nome de Felicidade Interna Bruta do Trabalhador ou FIB-T.

Sua aplicação foi associada à versão brasileira da Utrecht Work Engagement Scale – UWES, empregada para verificar o estado mental positivo do trabalhador, caracterizado pelo vigor (energia e resiliência mental), dedicação e absorção (concentração) nas atividades laborais.

Novo paradigma
Participaram da aplicação das metodologias associadas, ao todo, 429 trabalhadores provenientes de duas empresas privadas, uma localizada no Distrito Federal (1) e a outra em São Paulo (2). A maioria dos participantes da empresa 1 era do sexo feminino (60,9%) e da empresa 2 do sexo masculino (58,9%). A maioria dos participantes trabalhavam há menos de cinco anos nas duas empresas (77,4 % e 62,4%, respectivamente). Na empresa 1 a amostra concentra-se entre 25 e 34 anos (53%) e na empresa 2 cerca de 68% concentram-se entre 25 e 44 anos.

Entre os fatores avaliados pela escala FIB-T, a Satisfação com a Empresa indicou maior correlação com engajamento no trabalho, sendo que os fatores Padrão de Vida e Bem-Estar também são positivamente significativos. Os resultados, segundo Carla, permitem “a constituição de um novo paradigma organizacional: o cuidado com o bem-estar de quem trabalha intra e extra muros da empresa e não mais apenas com o bem-estar ‘no trabalho’”. Dados serão apresentados pela pesquisadora no próximo Congresso Mundial de Psicologia Positiva, em 2022, na Islândia.

Problemas para engajar
“O engajamento é reconhecido como o oposto de burnout”, explica Carla. No entanto, estudo realizado junto a empresas brasileiras verificou que apenas 18% dos colaboradores brasileiros estão totalmente engajados. Dados são de levantamento consolidado da ADP Research em 2020, que avaliou engajamento e resliência de trabalhadores em 25 países. O percentual brasileiro, por sua vez, mesmo em tempos de pandemia, representa um aumento de 4 pontos em relação a levantamento anterior, realizado em 2018.

Dados para subsidiar empresas
A partir de seus achados, a pesquisadora fundou o Instituto Feliciência, que aplica a FIB-T (ou o sistema FIB– Feliciência, como foi batizado) nas empresas com o intuito de subsidiar as ações a serem tomadas para elevar os níveis de bem-estar dos colaboradores. O objetivo da pesquisadora é reunir designers, desenvolvedores e especialistas em people analytics para converter a pesquisa realizada em uma solução de business intelligence.

Algumas organizações já estão sendo atendidas pelo instituto sob esse conceito como o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Mato Grosso e a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Os resultados têm sido positivos, segundo informações obtidas junto às instituições e as medições seguem em avaliação.


Fonte: Portal Melhor RH.

Veja também

Afastamentos por saúde mental aumentaram em 71%20/01 Dados da 2ª edição da Pesquisa “Transformações na Gestão de Pessoas” apontam o crescimento dos casos em relação ao período anterior à pandemia. A ginasta americana, Simone Biles, se tornou um símbolo sobre a discussão acerca da saúde mental. Com mais de 500 dias desde a declaração oficial do......
O impacto do presenteísmo na produtividade dos colaboradores10/06/21 Segundo a OMS, para cada dólar investido em tratamento de transtornos mentais comuns, há retorno de US$ 4 em melhoria da saúde e produtividade Gostaria que você, caro leitor, fizesse um breve exercício de reflexão......
Liderar sem perder a conexão e a interação entre as pessoas22/07/21 Diretores de RH apontam os caminhos para trabalhar a cultura digital - sem perder sua essência - em uma gestão cada vez mais remota. Quanto valem 5 minutos? Para a Solar Coca-Cola, muito. Esse foi o tempo economizado em processamento de......

Voltar para COMPARTILHANDO

USO DE COOKIES

Nós utilizamos cookies com objetivo de prover a melhor experiência no uso do nosso site. Por favor, leia nossa Política de Privacidade e nossos Termos & Condições para entender quais cookies nós usamos e quais informações coletamos em nosso site. Ao continuar sua navegação, você concorda que podemos armazenar cookies no seu dispositivo. Leia nossa Política de Privacidade.