Postado em 21 de Maio às 09h32

Apesar da distância, empresas mantêm cultura organizacional

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P&P Consultoria - Desenvolvimento Humano e Organizacional Comunicação intensa motivada pelo trabalho remoto resultou em aproximação entre empresas e funcionários. Com o surgimento e...

Comunicação intensa motivada pelo trabalho remoto resultou em aproximação entre empresas e funcionários.

Com o surgimento e disseminação da Covid-19, as empresas se mobilizaram para enfrentar uma nova realidade, buscando garantir o bem-estar dos funcionários e manter a produtividade. Nessa conjuntura pautada pelo trabalho remoto, a comunicação interna passa a ter um papel ainda mais importante, já que ela é a responsável por estabelecer a ligação entre organizações e colaboradores a distância.

No dia 15 de março, a Engie, empresa internacional do setor de energia, decidiu adotar o home office e para isso criou uma programação de webinarios para trazer proximidade e informar seus colaboradores sobre as mudanças realizadas. Um deles foi o “Trocando olhares”, quando funcionários do grupo localizados na China e Singapura falaram sobre suas vivências e aprendizados em relação à pandemia para os empregados de outros países.
“Abordamos nesses webinarios também a parentalidade, focando nos pais e mães durante a pandemia, fizemos palestras com psicólogos e criamos um programa de apoio pessoal, que é um serviço online e por telefone que oferece ajuda em questões psicológicas, financeiras e jurídicas”, afirma Simone Barbieri, diretora de Pessoas e Cultura da Engie Brasil.

Segundo a gestora, a principal demanda por parte dos colaboradores, principalmente no início da pandemia, foi por apoio psicológico. Ela conta que alguns funcionários chegaram a perder parentes próximos por causa do novo coronavírus.
A companhia, que possui usinas e negócios em cidades remotas, precisou se readaptar durante a pandemia e transformar seus processos baseados no trabalho presencial. “Fazer as lideranças e a cultura da empresa chegarem a essas pessoas distantes sempre foi um desafio. A pandemia foi uma oportunidade porque nos permitiu quebrar barreiras. Com a utilização de ferramentas digitais, como o Microsoft Teams, tivemos bons resultados, com muito mais ações de comunicação, interação e de aproximação dos líderes com os colaboradores” diz Barbieri.

Anualmente, a organização promove uma pesquisa global de engajamento com seus funcionários e, segundo a executiva, neste ano ocorreu um aumento de 10% no índice de confiança dos empregados em relação às altas lideranças. Ela atribui esse resultado ao aumento da comunicação e da interação.
“O virtual trouxe mais abrangências paras as nossas ações e gerou proximidade. O principal ponto de aprendizado que tivemos neste ano foi a aproximação das lideranças com as equipes”, afirma.

Leandro Figueira Neto, diretor de RH do Grupo Marista, diz que o grupo conseguiu manter viva a cultura da empresa mesmo a distância. Ele afirma que em uma semana a empresa colocou 90% dos seus colaboradores para trabalhar de forma remota.
“Nós estamos fazendo uma transformação digital no grupo para que as pessoas possam resolver mais coisas por aplicativos, mas o atendimento ao cliente presencial será feito no dia a dia. Fizemos todo o processo de revisão do nosso planejamento estratégico de forma totalmente remota, usando metodologias ágeis com uma série de métodos de interação à distância, como post-its virtuais”, afirma.

A organização, que conta com 12 mil colaboradores, está entregando os prédios em São Paulo da Editora FTD, que integra o grupo, já que o trabalho presencial retornará em janeiro com apenas um terço da mão de obra, enquanto os outros dois terços trabalharão de forma remota. Também foi determinado que, após a pandemia, o home office será feito três vezes por semana, exceto para os cargos de professores.

Segundo o diretor, o futuro será híbrido com o trabalho presencial convivendo com o remoto.
“Muita gente apostava que o futuro da educação seria 100% remoto, mas percebemos que isso não acontecerá. Entendemos que as pessoas querem um ambiente diferente para a educação, ter a tecnologia (laboratórios, realidade virtual), mas também buscam ter a convivência com os colegas, a troca de experiência”, afirma.
Para ele, o resultado do trabalho remoto acabou sendo positivo para a organização. “É incrível como a gente resolveu o problema de comunicação na empresa. As lideranças e pessoas, por estarem distantes, estavam ávidas por informação. Fizemos muitas lives com o presidente, os diretores, falando para os funcionários passo a passo do que estávamos fazendo”, conclui.

Fonte: Melhor Gestão de Pessoas

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