Postado em 09 de Abril às 16h23

Você sabe cooperar e liderar?

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P&P Consultoria - Desenvolvimento Humano e Organizacional A primeira virtude de um líder é ser capaz de ajudar quem está à sua volta a crescer. O seu verdadeiro poder é aquele que faz a semente germinar, o...

A primeira virtude de um líder é ser capaz de ajudar quem está à sua volta a crescer. O seu verdadeiro poder é aquele que faz a semente germinar, o botão da flor desabrochar

Liderança é um tema que tem mais evoluído em um mundo que insiste em se transformar todos os dias. Em meu novo livro, "Os Donos do Futuro" faço uma análise das competências que criam as virtudes de um líder. A primeira virtude de um líder é ser capaz de ajudar quem está à sua volta a crescer. O seu verdadeiro poder é aquele que faz a semente germinar, o botão da flor desabrochar. Pais que ajudam seus filhos a crescer como pessoas capazes de correr atrás dos seus sonhos são líderes. É preciso libertar os filhos de uma infância interminável. Infância é bom, mas tem limite. A criança feliz tem prazer em abandonar a infância para se tornar adolescente.

O adolescente feliz gosta de deixar a adolescência para trás e assumir a sua vida. Liderar é ajudá-lo a libertar-se do passado e acreditar na sua capacidade de criar o amanhã. Liderar hoje é a capacidade de criar o próprio crescimento e ajudar o outro a construir seu desenvolvimento. Ter grandeza nos dá, inclusive, uma coisa muito importante: a capacidade de aceitar a perda e renunciar. É muito bonito ver um gerente que consegue criar líderes. Forma uma equipe e vê com orgulho e generosidade a partida de seus liderados: um que foi deslocado para dirigir a filial de outro estado; outro que foi para o exterior; um terceiro que se tornou supervisor de vendas para a América do Sul. Ele sabe que tem talento para criar novos profissionais competentes e por isso confia em si próprio.

Quem fica apegado ao seu cargo, não favorece a si próprio e nem contribui para o desenvolvimento dos outros. Cria raízes na estagnação e a cada dia fica mais pobre. A história do Cabo Felício ilustra bem esse ponto. Fiz o serviço militar num quartel da Baixada Santista. Lá havia um cabo - vamos chamá-lo de Felício - que estava se aposentando, indo para a reserva. Era um sujeito bacana, mas passou toda a vida como cabo. Um dia, perguntei ao capitão:
Por que o cabo Felício não foi promovido a sargento? Por que passou a sua carreira toda como cabo?
O capitão respondeu:
- Ele sempre foi muito apegado à pocilga. Na cabeça dele, só ele sabia cuidar da pocilga. Quando mandávamos alguém ajudá-lo, ele ficava criando tanto caso, que ninguém agüentava trabalhar com ele. Ocorre que, no organograma do quartel, quem cuida da pocilga deve ser um cabo. Quando pensávamos em promoções e selecionávamos os cabos para fazer o curso para sargento, sempre aparecia um oficial dizendo para não mexermos com o cabo Felício, pois era o único que sabia cuidar da pocilga. Então cabo Felício, por causa de sua maneira de pensar, ficou eternamente na posição de cabo.

A maioria das pessoas vive como o cabo Felício. Tem medo de perder sua posição e acaba escravo dela. Não percebe que para evoluir na empresa tem de formar alguém para o seu lugar. Mas como ajudar os outros a crescerem? A resposta é muito simples: dando-lhes atenção, essa coisa tão simples que muitas vezes esquecemos que existe. O grande fermento para o crescimento do outro é a atenção. A pessoa que recebe atenção se sente importante. E sentindo-se importante, ela cresce.

Quando um funcionário começa a tocar um projeto e seu chefe o acompanha com atenção e carinho, o projeto começa a tomar corpo. O funcionário sente-se animado em executar bem o trabalho por causa do interesse do seu líder. Essa é grande virtude que os donos do futuro devem possuir. 

Fonte: Roberto Shinyashiki 

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