Postado em 29 de Julho às 09h10

Tecnologia ajuda a criar conexões e aumentar produtividade

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P&P Consultoria - Desenvolvimento Humano e Organizacional Pesquisa sinaliza que líderes devem ser encorajados a revisar seus processos internos e testarem implementações digitais. O trabalho remoto emergencial foi a...

Pesquisa sinaliza que líderes devem ser encorajados a revisar seus processos internos e testarem implementações digitais.

O trabalho remoto emergencial foi a principal medida adotada para conter a crise da Covid-19. E de acordo com a pesquisa “Tendências de Marketing e Tecnologia 2020: Humanidade redefinida e os novos negócios”, veio para ficar.

Desenvolvida por André Miceli, coordenador do MBA em Marketing e Inteligência de Negócios Digitais da Fundação Getúlio Vargas, prevê crescimento de 30% do home office no Brasil após a pandemia. Define a tecnologia como um ativo humano e sugere que líderes sejam encorajados a revisar seus processos internos, pensarem, testarem sua implementação.


Mais foco e qualidade de vida
A mudança pode ser considerada boa. Uma análise feita pela Fhinck, antes mesmo da pandemia e baseada em dados, revelou que funcionários trabalhando em casa têm até 22% a mais de foco nas tarefas. Eles ganham uma média de 2:30 horas por dia em qualidade de vida e, de quebra, a empresa economiza cerca de R$ 3 mil por assento/funcionário mensalmente. Esses cálculos são baseados na atividade digital dos colaboradores, ou seja, no tempo de interação com a máquina.

Com softwares é possível aumentar em 15% o tempo total em treinamentos e multiplicação de conhecimento, até 19% em ganho de padronização de processos e aproximadamente 21% em iniciativas de melhoria de sistemas e ambientes de TI.


Tech e real
No conto ‘Mentiroso’, de Isaac Asimov, no livro ‘Eu, Robô’, uma das máquinas descobre que pode ler a mente dos humanos e acaba causando problemas quando decide falar para os colaboradores apenas aquilo que eles desejam escutar. Com a intenção de mostrar como as emoções e a tecnologia se misturam, o autor aponta algo que também deve ser um ponto de atenção para as empresas fora da ficção.

“A tecnologia ajuda e atrapalha. As empresas precisam entender que ela é um meio e não uma solução. Ela ajuda a criar conexões, dar escala e agilidade na comunicação com candidatos e colaboradores”, aponta Caio Infante, vice-presidente regional da Radancy.


Sem impessoalidade
Por outro lado, ele pondera, delegar tudo para as máquinas torna os processos impessoais e as pessoas gostam de se sentir “especiais, cuidadas, seja dentro da organização ou fora dela, como os candidatos em processo seletivo”.

Segundo Infante, essa percepção fica nítida ao observar as reclamações públicas nas redes sociais sobre a falta de contato com a empresa.
Além disso, são muitos os candidatos que desistem de processos seletivos e até de serem consumidores de determinada marca porque a experiência como potenciais talentos não foi boa. “Colaboradores refletem o que é a marca. Podem ajudar a construir ou destruir a imagem da empresa”, frisa.


Produtividade
A Simpress é uma das empresas que também segue nesse movimento, e aposta em novas tecnologias para aprimorar o trabalho e engajar colaboradores. Em apenas 11 meses, a empresa já reduziu em 50% o tempo gasto com os processos de contratação e aumentou em 90% a taxa de retorno para os gestores sobre as vagas em aberto, uma otimização de mais de 1.435 horas nos processos.


Admissão 100% digital
“Investimos na Admissão 100% digital, em um ponto eletrônico moderno e mobile, reestruturação da intranet como um canal centralizado das informações da companhia. Também reestruturamos nosso modelo de avaliação de competências e, consequentemente, contratamos um sistema que apoiará completamente o acompanhamento e desenvolvimento dos nossos gestores e colaboradores”, descreve Daniela Santos, diretora de Capital Humano da Simpress.

Para a melhoria contínua também foi firmada uma parceria com a Glassdor e Indeed, para compor a base de dados e acompanhamento dos ENP-s. Além de pesquisas internas e resultado do GPTW. “Ganhamos em produtividade, melhora na experiência do colaborador seja interno ou candidato, no monitoramento da satisfação dos nossos colaboradores e em processos mais simples e fluidos”, celebra Daniela.


Fonte: Melhor Gestão de Pessoas

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